À minha frente tinha uma Administração que pediu uma intervenção centrada na humanidade, rigor, exigência e criatividade. Em troca ofereceu-me a liberdade, confiança e autonomia. Os dados estavam lançados e nasceu o Departamento Happiness Office da Multilem. A felicidade, que é estudada e lecionada na Universidade de Havard é um assunto cada vez mais sério.

O H.O. (não conheço outra empresa em Portugal que tenha criado um departamento dedicado à felicidade no trabalho) tem como linhas orientadoras a pesquisa de soluções e estratégias para conciliar (mais ainda) a vida profissional com a pessoal e familiar dos que aqui trabalham de forma a criar felicidade.

Felicidade no trabalho

A partir da minha formação em psicologia acompanho o que é publicado sobre esta temática. Os grandes contributos teóricos são publicados por diversas universidades e mostram a ligação directa entre as emoções positivas e um melhor desempenho dos colaboradores que leva a melhores resultados e também a uma melhor relação com as chefias.

A confirmação destas questões chega através das neurociências e da endocrinologia. Está provada a relação directa entre a gestão dos pensamentos e a produção de neurotransmissores que são bons ou maus para os nossos tecidos. A título de exemplo refira-se que a produção de endorfina, seretonina, dopamina e oxitocina (o famoso quarteto da felicidade) pode ser manipulada, adquirida e utilizada através da mudança de comportamentos e na interacção com a família, amigos, colegas e clientes. Em contrapartida emoções como a inveja, a raiva ou o egoísmo, a culpa e a vaidade são inimigos diretos do sistema cardio-vascular e da saúde uma vez que estão ligados à produção de cortisol e adrenalina (nestes casos) é desnecessária e pode ser controlada.

A gestão de emoções e pensamentos, a proposta de análise e alteração de comportamentos, a reorganização de projectos de vida e uma actuação focada nas soft e high skills (a partir do que refiro anteriormente) são conteúdos abordados nas sessões individuais no Happiness Office, de modo a gerar mais felicidade no trabalho.

Neste contexto a minha função também passa por acompanhar as pessoas em situações de emergência quando (por exemplo) alguém começa a sentir a aproximação de um pico de ansiedade que pode condicionar o trabalho das equipas, que se deslocam regularmente para vários países.
A outra área de intervenção enquanto Happiness Officer é encontrar e propor dinâmicas que desenvolvam competências das equipas.

Felicidade no trabalho

Num contexto corporativo marcado por um ritmo de trabalho acelerado, com prazos definidos (normalmente) para “o dia seguinte”, num cenário em que várias gerações (Y, Z, Alpha!) que interagem com as suas especificidades e formas de comunicar, o meu propósito profissional é apostar constantemente na actualização dos conteúdos teóricos da psicologia (nomeadamente da social, cyber psicologia e neurociências) e continuar a desenvolver o meu próprio modelo alicerçado no respeito pelo outro, na dignidade das pessoas que generosamente confiam em mim e no investimento constante na relação, sem a qual nenhum profissional pode trabalhar.

Aprendi (com os meus mestres) a conhecer a importância das emoções. Aprendi que o medo é negativo, se não o soubermos gerir, porque também pode ser protector. Aprendi que as inseguranças também são sinais a indicar que estamos atentos e que queremos fazer melhor, que não podemos deixar que nos condicionem. No entanto, se as afastarmos da frente dos olhos, (como se fossem nuvens que vamos empurrando com as mãos) podemos usá-las a nosso favor e tornar-nos mais fortes e resilientes. Aprendi na Multilem que trabalhar a comunicação é mais fácil com eventos internos como a semana Multikids quando recebemos os filhos dos colaboradores, quando somos voluntários para os acompanhar nas actividades.
A produtividade nesses dias diminui mas empatia, a comunicação, a felicidade, as partilhas multiplicam os resultados positivos pelo ano inteiro.

Felicidade no trabalho

Também fiz a ponte entre nós e uma associação que recolhe animais abandonados. É bom fazer parte de uma das poucas empresas em Portugal que, tendo condições, adoptou um animal e o tirou de um canil. Com esta iniciativa trabalhamos competências como tolerância, espírito de equipa ou responsabilidade com os animais numa sociedade cada vez mais tecnológica.

Nesta empresa comunicamos com sorrisos verdadeiros e somos prova diária que o entusiasmo move montanhas!

Trabalho com e para pessoas que estão numa das melhores empresas para se trabalhar em Portugal. Trabalho com pessoas que viveram grandes mudanças e se adaptaram. Fazemos parte dos que mudaram de um milénio para o outro, dos que mudaram de século, dos que pertencem a diferentes gerações, que viram cair paradigmas! Trabalho com todas estas pessoas que aceitam as suas fragilidades e vestem, orgulhosamente, a camisola desta empresa.
Trabalho como Happiness Officer na Multilem e estou a começar a levar este serviço a outras empresas.
A felicidade no trabalho não é um conceito marcado por sorrisos balofos, é antes um investimento em criar condições para que as pessoas vivam o que a vida lhes apresenta e tenham oportunidade e apoio por parte dos empregadores para transformar o que lhes acontece.

Sou parte de uma equipa de pessoas que investem na felicidade no trabalho. Sou uma privilegiada no trabalho porque assisto ao que cada um traz e transforma.

Sim, sou muitas vezes feliz e isso acontece porque trabalho com empresas onde a felicidade é um assunto muito sério.

Conheça melhor o Happiness Office da Multilem.